TotalEnergies: A Revolução dos Combustíveis Renováveis no MotoGP e WorldSBK
A temporada de 2024 marcou um ponto de inflexão para o MotoGP e o WorldSBK, as principais categorias do motociclismo mundial. Com a introdução de uma nova regulamentação exigindo combustíveis com 40% de conteúdo não fóssil, a TotalEnergies emerge como uma das protagonistas dessa transição histórica. Mais do que um desafio, a mudança representa uma oportunidade única para avanços tecnológicos e para a promoção de soluções sustentáveis.
De acordo com Thomas Fritsch, gerente técnico da TotalEnergies Motorsport, a empresa iniciou os preparativos para esta nova era há três anos, explorando novas moléculas e formulações específicas para os motores de alto desempenho utilizados nessas competições. “O maior desafio foi encontrar a molécula renovável certa, adequada para os motores de corridas, considerando também o fornecimento confiável em escala”, destaca Fritsch. “Ver o combustível pronto para as primeiras corridas de 2024, em Phillip Island para o WorldSBK e em Losail para o MotoGP, foi uma das nossas maiores conquistas.”
A mudança não foi apenas uma questão de conformidade regulatória. Em um cenário de combustível aberto, como é o caso do MotoGP e do WorldSBK, a TotalEnergies precisou equilibrar desempenho e sustentabilidade, mantendo-se à frente da concorrência. Ao longo de 2024, a equipe da empresa trabalhou lado a lado com os fabricantes e equipes para aperfeiçoar a performance do combustível, com base nos feedbacks recebidos em cada etapa.
“Trabalhamos muito bem com nossos parceiros e o retorno das equipes foi essencial, especialmente em relação ao desempenho, consumo e entrega de potência, que afeta diretamente o manuseio da moto”, afirma Fritsch. Para ele, o trabalho está apenas começando, com a meta de 100% de combustíveis renováveis até 2027. “Continuaremos a evoluir o produto, corrida após corrida, buscando entregar soluções cada vez melhores.”
A transição também abriu portas para inovações técnicas. Segundo Fritsch, as regulamentações foram flexibilizadas em certos aspectos, permitindo a introdução de novas formulações e tornando o desenvolvimento ainda mais dinâmico. “Eles levantaram algumas restrições que existiam há anos. Isso foi um divisor de águas no desenvolvimento e resultou em avanços significativos nas nossas fórmulas técnicas.”
No entanto, enquanto o MotoGP se destaca por seus motores protótipos, o WorldSBK traz desafios diferentes por utilizar motores derivados de modelos comerciais. “Você precisa ser mais versátil no WorldSBK, considerando também o aspecto do custo”, explica Fritsch. Ainda assim, a experiência adquirida no MotoGP serviu como base para a criação do combustível utilizado no campeonato de motos derivadas de produção.
Para a TotalEnergies, a pista é mais do que um campo de competição: é um laboratório a céu aberto. A empresa acredita que o desenvolvimento “da pista para a estrada” é um valor fundamental. “O que criamos para a corrida deve ser relevante para os combustíveis utilizados no dia a dia”, afirma Fritsch. Essa filosofia garante que os avanços obtidos no motociclismo de alto desempenho sejam aplicados diretamente em soluções comerciais, beneficiando clientes em todo o mundo.
Do ponto de vista técnico, as motocicletas oferecem desafios únicos. Motores menores, de alta rotação e naturalmente aspirados exigem formulações mais precisas e prototípicas. Comparado à Fórmula 1, por exemplo, os motores do MotoGP operam em rotações ainda mais elevadas, tornando o trabalho com combustíveis uma tarefa extremamente detalhada.
Com essa combinação de desafios e oportunidades, a TotalEnergies reafirma seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, colocando o motociclismo na vanguarda do desenvolvimento de combustíveis renováveis. A corrida rumo a um futuro mais verde continua, com cada litro de combustível desenvolvido na pista impulsionando a evolução de soluções energéticas para o mundo real.
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