Todo começo de ano se repete: promessas são feitas. Promessa de cuidar melhor da saúde, de se olhar com mais carinho, de finalmente iniciar uma rotina de exercícios físicos.
Janeiro chega carregado de motivação. Mas, com o passar dos dias, a rotina apertada, o cansaço e as responsabilidades aparecem. Quando a pessoa percebe, o desânimo surge antes mesmo do primeiro treino. E isso não acontece por falta de força de vontade. Muitas vezes, acontece porque ninguém explicou que o exercício precisa caber na vida real.
Antes de qualquer programa de treinamento, existe uma pessoa.
Uma pessoa com trabalho, casa, família, preocupações e, muitas vezes, inseguranças e medo de não conseguir manter a constância.
Por isso, o exercício físico não começa na academia. Ele começa na conversa. Começa quando a pessoa se pergunta:
Quantas vezes eu realmente consigo treinar dentro da minha rotina?
Como está meu dia a dia hoje?
O que é possível para mim neste momento?
Não adianta ter o melhor treino do mundo ou se matricular na academia mais completa se isso não se transforma em prática. Se hoje só é possível treinar duas vezes por semana, é exatamente por aí que o processo deve começar. Pouco bem feito vale muito mais do que muito que nunca acontece.
Outro fator essencial é o ambiente.
Você se sente bem no lugar onde decidiu treinar?
É bem recebida?
Alguém sabe seu nome ou você é apenas mais uma matrícula?
Academia não é apenas um espaço para suar. É um lugar para se sentir acolhida. Quando a pessoa se sente respeitada e bem-vinda, ela permanece. Quando se sente pressionada ou invisível, ela desiste.
Para quem começou o ano cheia de planos e já está desanimada, algumas orientações simples fazem toda a diferença:
* Comece devagar, sem cobranças exageradas.
* Escolha dias que realmente caibam na sua rotina.
* Respeite seu corpo e seu momento.
* Busque um ambiente que cuide de você, e não apenas do seu dinheiro.
Antes de qualquer treino, existe alguém tentando cumprir uma promessa feita no começo do ano. E essa promessa merece respeito, apoio e continuidade. Assim, o sucesso se torna possível — e a promessa, real.
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