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Fórmula Fusca

Thiago Scarpetta: do kart em família ao desafio nacional da Fórmula Fusca Brasil

Com 73 pódios em 134 corridas, o piloto paranaense relembra sua trajetória no automobilismo e revela o que torna o Fusca um verdadeiro mestre das pistas

Davi Arraz
Por Davi Arraz
Thiago Scarpetta: do kart em família ao desafio nacional da Fórmula Fusca Brasil
Divulgação /Thiago Scarpetta
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No meio do ronco dos motores, do cheiro de gasolina e da adrenalina que pulsa em cada largada, há histórias que vão além da pista. Histórias que se confundem com a infância, com os laços familiares e com a persistência de quem nunca desistiu. Uma dessas histórias é a de Thiago Scarpetta, piloto paranaense que começou a escrever seu caminho no automobilismo muito antes de guiar seu primeiro carro de corrida.

Era no kartódromo de Rolândia, ainda criança, que Thiago dava as primeiras voltas ao lado do pai, que também era piloto. O menino de cinco anos, presenteado com um kart, cresceu entre treinos amadores e finais de semana acelerados — e foi no asfalto de Londrina que o amor pelas corridas se firmou de vez.

Embora tenha mantido o kart apenas como hobby, Thiago fez sua estreia oficial no automobilismo aos 20 anos, em 2006, na categoria Turismo, pilotando um Speed Fusca. A paixão pelo carro de tração traseira — simples, direto e cheio de personalidade — ganhou contornos mais sérios nos campeonatos metropolitanos do Paraná. E foi no ano de 2010, no Autódromo de Curitiba, que veio sua primeira vitória no Campeonato Paranaense, exatamente em 1º de maio, data emblemática da morte de Ayrton Senna. “É uma lembrança que carrego com emoção até hoje”, conta.

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Naquele mesmo ano, Thiago sagrou-se campeão paranaense da categoria Speed Fusca, com preparação das equipes Boratto Competição e Tumiate Competição, e corridas nas pistas de Londrina, Cascavel e Curitiba. Os bons resultados o levaram aos protótipos Spyder Race, onde ficou por quatro temporadas, conquistando dois vice-campeonatos estaduais (2012 e 2013) e um sexto lugar na tradicional 500 Milhas de Londrina, em 2011.

Mas como todo piloto que respira velocidade, o afastamento nunca é definitivo. Entre treinos em simuladores, kart rental e outras categorias, como os carros de Marcas (Gol), Scarpetta manteve o foco. Em 2018, voltou à Speed Fusca, agora com motor AP. E em 2025, aos 39 anos, encara o desafio da recém-criada Fórmula Fusca Brasil, com motor AP na Categoria B, pela equipe Zanca Racing — ao lado do parceiro Carlos Henrique Mendes, o "Riquinho".


10 Voltas com Thiago Scarpetta

1. Quando e como começou sua paixão pelo Fusca?
“A paixão veio junto com meu pai. Ele começou a correr de kart aos 33 anos, e me deu um kart aos 5. No Fusca, a história se repetiu: ele já competia, eu comecei a treinar com ele. Estreamos juntos nas 500 Milhas de Londrina em 2006. Foi ali que tudo começou pra valer.”

2. Qual sua experiência em corridas e o que te atrai na Fórmula Fusca?
“Comecei no kart, fui campeão paranaense no Speed Fusca em 2010, depois corri de protótipo Spyder Race e Marcas. Sempre gostei de carros com tração traseira. E o Fusca é raiz — você precisa pilotar de verdade. Quando soube da Fórmula Fusca Brasil, nem pensei duas vezes.”

3. O que mais te encanta no Fusca como carro de corrida?
“O fato de ele ser puro. Tração traseira, exigente, sem muita eletrônica ou ajudas. É um carro que exige do piloto, e isso traz uma sensação única. Você sente que venceu a si mesmo a cada volta.”

4. Pode resumir esse encanto em uma palavra?
“Tração traseira. Ela muda tudo.”

5. Como lida com a pressão na largada?
“Me concentro totalmente. Esqueço tudo ao redor, só olho as luzes vermelhas e espero apagarem. Já imagino a primeira curva e foco em não bater. Corrida não se ganha na primeira curva.”

6. Como o Fusca se compara a outros carros de corrida?
“Com motor AP ou EA111, e a alavanca de câmbio modificada, ele lembra o comportamento de um protótipo Spyder. A diferença está nos pneus — o Fusca usa radiais e tem menos aderência, então exige mais nas curvas. Já o Gol, com tração dianteira, pede outra tocada.”

7. Tem algum ritual antes de entrar na pista?
“Sim. Gosto de ficar quieto, na minha, e se possível já me sentar no carro antes da abertura de box. Converso o mínimo possível.”

8. Como é sua preparação física?
“Treino em simuladores e kart rental. Também faço corrida funcional ao ar livre e, quando dá, musculação. Não pode parar.”

9. Qual lição você leva das corridas passadas?
“Você não pode deixar tudo nas mãos dos preparadores. O piloto também tem que estar junto, acompanhar cada detalhe do carro. Isso faz diferença.”

10. Que conselho daria pra quem está começando na Fórmula Fusca?
“Mesmo sem ter vindo do kart, o Speed Fusca é uma base excelente. É um carro raiz, com pneu radial e tração traseira. Ele ensina tudo: freada, saída de curva, paciência e humildade. Quem aprender aqui vai pilotar qualquer carro depois.”


Com quase duas décadas de experiência e um histórico de 73 pódios em 134 corridas, Thiago Scarpetta chega à Fórmula Fusca Brasil com maturidade e sede por novos desafios. Entre memórias afetivas e a paixão inabalável por corridas, o piloto paranaense encara 2025 com o mesmo brilho no olhar do garoto de cinco anos que girava voltas no kartódromo de Rolândia, sempre ao lado do pai.

FONTE/CRÉDITOS: Davi Arraz
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Publicado por:

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