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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026
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Transferência digital é o futuro da compra e venda de veículos

Modelo de venda, que já é permitido no país, diminui os encargos na transação de automóveis usados e torna o processo mais ágil

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Por Motor em Ação
Transferência digital é o futuro da compra e venda de veículos
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Regulamentada em todo o território nacional pelo Contran (Resolução nº 809/2020), a transferência digital de veículos pode ser praticada no Brasil inteiro. O modelo permite que o processo de compra e venda de um veículo seja feito de forma eletrônica, sem a necessidade dos trâmites antigos, como comparecer a um cartório ou reconhecer firma.

Falta pouco para que a transferência digital se torne a mais frequente no Brasil. "A adesão geral em todos os estados depende da integração tecnológica de cada Detran estadual com a base nacional da Senatran e com o aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Atualmente, a maioria dos estados já permite a assinatura digital por meio da conta gov.br, de nível prata ou ouro", explica Marco Borba, CEO da Transferência Segura, empresa pioneira e especializada na transferência digital de veículos.

Além de trazer praticidade para quem vende automóveis, a transferência digital de veículos também tem potencial para reduzir custos e agilizar as vendas no mercado de usados, que movimenta cerca de 14 milhões de automóveis por ano no Brasil.

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Transferência digital no Brasil

A Lei nº 14.071/2020 já alterou o Código de Trânsito Brasileiro, permitindo as transferências digitais de veículos em todo o país. Dessa forma, o principal limitador no momento não é a regulamentação, mas a integração. "O desafio atual é operacional e tecnológico: a interoperabilidade dos sistemas legados dos Detrans estaduais", afirma Marco.

O CEO, no entanto, explica que sua empresa trabalha para superar esses obstáculos. "O que buscamos na Transferência Segura é padronizar a experiência dos brasileiros: independentemente do nível de integração do sistema do estado, nossa plataforma orquestra a validação e a assinatura e permite a venda do carro, sem intermediários, por meio digital", resume.

Dessa forma, qualquer pessoa que tenha um smartphone pode usar a Transferência Segura para vender seu carro de forma prática. A plataforma ainda conta com suporte, que pode ajudar aqueles que precisarem de instruções. 

"Para garantir que ninguém trave no processo, a Transferência Segura possui um diferencial: parceria com despachantes em todo país, que monitora o fluxo e atua proativamente caso o cliente tenha dificuldade com a documentação", explica Marco. Essa atuação junto aos despachantes também permite que o aplicativo atue em estados que ainda estão caminhando para uma transferência 100% digital.

Como funciona 

Diferentemente do modelo tradicional, que exige o preenchimento do CRV em papel, reconhecimento de firma e idas sucessivas a cartórios, bancos e Detrans, a transferência digital permite que o vendedor e o comprador assinem os documentos online. Para garantir a segurança, a identidade de ambos é validada por meio de análise de identidade com biometria facial e checagem de dados. Todo o processo pode ser realizado pelo celular, de forma integrada.

Outro diferencial é a chamada "Câmara de Liquidação" (escrow), mecanismo que resolve a principal dúvida das vendas diretas – o que deve ocorrer primeiro: o pagamento ou a transferência? Nesse modelo, o valor pago pelo comprador fica custodiado e só é liberado ao vendedor após a confirmação da transferência e da vistoria do veículo, eliminando fraudes como o falso pagamento ou problemas documentais ocultos.

De acordo com Marco, a expansão da transferência digital deve representar uma mudança de paradigma na venda de automóveis. "A digitalização, somada à segurança da nossa Câmara de Liquidação, formaliza o mercado entre pessoas, reduz drasticamente o risco de fraudes e golpes e democratiza as vendas, ao permitir que débitos sejam parcelados e quitados no ato da venda", ressalta o CEO, demonstrando como que o modelo deve trazer mais transparência, praticidade e aquecer o mercado.

FONTE/CRÉDITOS: Fellipe Gualberto
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