Motor em Ação

Segunda-feira, 11 de Maio de 2026
MOTOR EM AÇÃO DISTRIBUIDORA LTDA
MOTOR EM AÇÃO DISTRIBUIDORA LTDA

Agência DINO

Ondas de choque auxiliam no tratamento para dor no joelho

Técnica é utilizada como abordagem complementar em protocolos de tratamento, especialmente após falha de resposta às terapias convencionais. É indicada em casos selecionados, como nas tendinopatias crônicas e em artrose do joelho. O Dr. Daniel Hidalgo, ortopedista do Centro Médico Alto de Pinheiros, explica os detalhes do tratamento

Motor em Ação
Por Motor em Ação
Ondas de choque auxiliam no tratamento para dor no joelho
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A terapia por ondas de choque extracorpóreas (TOC) tem sido utilizada no tratamento da osteoartrite do joelho. Um estudo publicado na PubMed Central descreve os efeitos da TOC sobre dor crônica e limitação de mobilidade articular. O trabalho reúne evidências experimentais e clínicas sobre a aplicação da técnica em alterações da cartilagem e do osso subcondral associadas à progressão da doença.

A técnica também é descrita em revisão publicada na revista científica Perspectivas Online: Biológicas & Saúde (POBS), como alternativa em casos de lesão, especialmente do tendão patelar, condição associada ao uso excessivo desta estrutura, com estudos indicando uma melhora da dor e da função em casos de tendinopatia patelar crônica, especialmente em pacientes sem resposta a terapias habituais.

O Dr. Daniel Hidalgo, médico ortopedista, líder do Grupo de Cirurgia do Joelho do Centro Médico Alto de Pinheiros e membro da Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque, reforça que a TOC é indicada principalmente para artrose do joelho, tendinopatias crônicas, especialmente a tendinopatia patelar, casos de edemas ósseos e situações de retardos de consolidação de fraturas ou pseudoartrose. “Passa a ser uma opção no plano de tratamento quando o paciente já tratou com medicamentos, fisioterapia, modificação das atividades habituais e não obteve resposta satisfatória”, informa.

Leia Também:

O especialista enfatiza que um diagnóstico preciso é fundamental para a indicação da TOC. Ele acrescenta que a técnica também é uma opção não invasiva em pacientes que não podem ou não querem recorrer à cirurgia, ou que apresentam contraindicações a outros tipos de tratamentos. Em contrapartida, existem situações em que a TOC não é recomendada.

“Coagulopatias graves, infecção ativa na região a ser tratada e gestação são as principais contraindicações. Pacientes com dor crônica bem localizada, que piora com a atividade e não cede ao tratamento clínico convencional, costumam responder bem. Mas cada caso precisa ser avaliado individualmente. A confirmação por exame de imagem — ressonância magnética ou ultrassonografia — ajuda a definir a indicação com mais precisão”, afirma o médico.

De acordo com o ortopedista, o tratamento é realizado em atendimento no consultório, com cerca de 20 a 30 minutos de duração, com intervalos semanais. O processo também é acompanhado de orientações sobre atividade física e, quando necessário, integrado a um programa de reabilitação.

“O paciente pode sentir um leve desconforto localizado durante a aplicação, que é transitório. Não há necessidade de anestesia geral na maioria dos casos, e o paciente retorna às suas atividades habituais logo após a sessão”, conta.

Efeitos da TOC

O Dr. Daniel Hidalgo explica que a resposta ao tratamento varia de paciente para paciente, mas é comum que os primeiros sinais de melhora apareçam ainda entre a segunda e a terceira sessão.

“Em alguns casos de tendinopatias e dores miofasciais, a percepção de alívio pode ser ainda mais precoce. O que a literatura científica sustenta — e que observamos na prática — é que os benefícios continuam se consolidando após o término das sessões, com resultados expressivos registrados principalmente entre 2 e 3 meses após o início do tratamento”, comenta.

Segundo o ortopedista, nos casos de edema intraósseo, os resultados podem se manter por períodos mais prolongados, especialmente se o paciente conseguir associar tratamentos para diminuir a sobrecarga mecânica no local. Ele destaca que o que mais influencia na durabilidade é o engajamento do paciente com as orientações pós-tratamento: “A TOC trata o problema tecidual, não apenas a dor, por isso seus efeitos tendem a se sustentar. O cuidado posterior inclui prática regular de atividade física, controle do peso corporal e adesão à fisioterapia, quando indicada”.

O médico esclarece que o grande diferencial da técnica é o mecanismo de ação, que a distingue de abordagens puramente sintomáticas. A onda de choque é definida por uma onda acústica pulsada que provoca um súbito aumento na pressão na área-alvo, o que estimula processos biológicos de reparo tecidual, como a formação de novos vasos sanguíneos, a modulação da inflamação e a reorganização do colágeno. Além disso, ela pode ser combinada com fisioterapia e outras modalidades de reabilitação, potencializando os resultados de forma segura.

A TOC é apontada como uma das modalidades associadas à melhora de dor e função em pacientes com osteoartrite do joelho, especialmente quando combinada a outras abordagens fisioterapêuticas, conforme revisão sistemática publicada na Revista Científica FT. Outro artigo, publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, descreve as ondas de choque como método seguro e não invasivo, indicado em casos crônicos sem resposta aos tratamentos convencionais e como terapia associada nas tendinopatias.

“O perfil de segurança também é um ponto forte. Os efeitos adversos são leves e passageiros, sem registros de complicações graves quando o protocolo é seguido corretamente. A transformação é bastante concreta. Pacientes que chegam limitados — com dificuldade para subir escadas, caminhar, praticar atividades que antes faziam parte da rotina — tendem a recuperar funcionalidade e autonomia”, complementa o profissional.

Para o ortopedista, a redução da dor permite que os pacientes retomem exercícios, trabalho e vida social com muito mais conforto, o que tem um impacto direto no bem-estar geral, no humor e na adesão a hábitos saudáveis. “Ver esse movimento de retomada é, sem dúvida, o que torna o tratamento dos pacientes tão gratificante na prática clínica”, conclui o Dr. Daniel Hidalgo.

Para mais informações, basta acessar: https://centromedicoap.com.br/dr-daniel-hidalgo/



Website: https://centromedicoap.com.br/dr-daniel-hidalgo/
FONTE/CRÉDITOS: DINO
Comentários:
Insight10 Comunicação e Marketing
Insight10 Comunicação e Marketing

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )