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O Inimigo oculto do motor: como a degradação do combustível acelera o acúmulo de carbono

Evitar esse desgaste prematuro exige uma abordagem estritamente técnica e sistêmica

Motor em Ação
Por Motor em Ação
O Inimigo oculto do motor: como a degradação do combustível acelera o acúmulo de carbono
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Ao longo da minha trajetória e nas constantes análises que realizo sobre o comportamento dos combustíveis e seus impactos nos sistemas de injeção, percebo que muitos profissionais ainda ignoram a verdadeira raiz de diversos problemas mecânicos. A degradação do combustível é a causa mais subestimada do acúmulo de carbono no motor. Os depósitos de carbono não são apenas sujeira acumulada com o tempo; na verdade, trata-se de hidrocarbonetos não queimados, vapores de óleo oxidados e subprodutos de uma combustão incompleta que se aderem com facilidade às válvulas, pistões e injetores, comprometendo drasticamente a eficiência, o consumo e a vida útil do motor.

O fator mais crítico para que esse cenário ocorra está diretamente ligado à qualidade do combustível que entra no sistema. O combustível degradado, especialmente aquele com mais de noventa dias de estocagem, passa a formar lacas e vernizes nas superfícies quentes do motor. Além disso, a presença de água livre acima de 200 ppm favorece o crescimento microbiano e leva à severa obstrução dos injetores. Em motores dotados de injeção direta (GDI), o acúmulo de depósitos chega a ser até três vezes mais rápido, já que as válvulas de admissão não recebem a lavagem constante do combustível, ficando totalmente expostas à impregnação dos resíduos.

Evitar esse desgaste prematuro exige uma abordagem estritamente técnica e sistêmica. É indispensável monitorar o TAN para mantê-lo abaixo de 0,5 mg KOH/g e garantir uma estabilidade oxidativa via RANCIMAT superior a seis horas. Somado a isso, a rotina deve incluir a drenagem periódica da água livre, a substituição rigorosa dos filtros no prazo adequado e o tratamento químico contínuo do combustível com aditivos detergentes dispersantes de última geração, baseados em PEA ou PIBA, acompanhados de inibidores de oxidação. Os ensaios balizados pela norma ASTM D6201 comprovam de forma categórica que aditivos detergentes de alta performance conseguem reduzir os depósitos em válvulas em até 80% nos motores com injeção direta.

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Com o objetivo de aprofundar essa e muitas outras discussões essenciais para o setor, criei uma comunidade dedicada a reunir quem realmente vive o dia a dia dos combustíveis, desde caminhoneiros, mecânicos e agricultores até gestores de frota, distribuidores, engenheiros e técnicos. O propósito do grupo é promover um espaço respeitoso e estritamente baseado em fatos para discutir temas vitais, como a qualidade e as particularidades do diesel, gasolina, etanol e biodiesel, práticas de armazenamento, combate à contaminação microbiana, problemas com água e borra, manutenção de sistemas de injeção, uso correto do Arla 32 e as aplicações tecnológicas de novos aditivos e testes.

Este espaço foi feito, exclusivamente, para ser um canal genuíno de troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e compartilhamento de conhecimento técnico focado em resolver problemas reais do campo e das oficinas. Acredito que a informação qualificada é a melhor ferramenta para proteger nossos equipamentos e otimizar operações. Será um grande prazer contar com a sua participação nessa jornada de aprendizado contínuo, e você pode entrar diretamente pelo link para fazer parte da nossa comunidade.

Sobre Gilles-Laurent Grimberg

Gilles-Laurent Grimberg, CEO da Actioil do Brasil e CTO da Actioil Internacional, é um executivo francês com mais de 32 anos de experiência no Brasil e referência no setor de combustíveis. Há 15 anos lidera o crescimento técnico e comercial da Actioil na América Latina, empresa com mais de quatro décadas de expertise em soluções para tratamento de combustíveis e proteção de motores, homologada por mais de 20 grandes fabricantes nacionais. Com trajetória marcada por inovação e compromisso com a qualidade, Grimberg é membro do Conselho Diretor da AEA (2024-2026), já foi vice-coordenador da Comissão Técnica de Diesel/Biodiesel, lançou a primeira IA sobre combustíveis via WhatsApp e tem contribuído para a formação técnica do setor com cursos pioneiros e palestras em eventos estratégicos.

FONTE/CRÉDITOS: Gilles Laurent Grimberg/Insight Propaganda

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