A Andretti enfrenta um desafio persistente na Fórmula E: a dificuldade de ter dois pilotos no mesmo nível. Enquanto Jake Dennis se destaca, seus companheiros de equipe não conseguem acompanhar seu desempenho – um problema parecido com o da Red Bull na Fórmula 1, onde Max Verstappen domina sozinho.
Desde 2020, Dennis já teve cinco parceiros na Andretti: Maximilian Günther, Oliver Askew, André Lotterer, Norman Nato e, atualmente, Nico Müller. Nenhum deles conseguiu ser uma ameaça consistente ao britânico, campeão da temporada 2022/23. Günther foi o que mais se aproximou, mas ainda assim ficou atrás. Nas temporadas seguintes, Dennis superou Askew por 102 pontos, Lotterer por 206 e Nato por 75.
"Às vezes somos uma equipe de um carro só"
Roger Griffiths, chefe da Andretti, admitiu o problema em entrevista ao The Race: "Sou o primeiro a dizer que, nos últimos quatro anos, muitas vezes parecemos uma equipe de um único piloto." Ele destacou que os carros são idênticos e que a equipe compartilha todos os dados entre os pilotos, sem favorecimentos.
Na temporada 2024/25, a diferença continua. Dennis está em nono no campeonato, com 25 pontos, enquanto Müller soma apenas dois e ocupa a 17ª posição. "Quero alguém que pressione Jake, que mostre se há outro nível a ser explorado", disse Griffiths, que ainda não sabe se o problema está na escolha dos pilotos ou se Dennis é simplesmente "tão bom" que dificulta a comparação.
Próximo desafio: Miami
A Fórmula E retorna em abril, após dois meses de pausa, com o ePrix de Miami nos dias 11 e 12. Será mais uma chance para Müller tentar reduzir a diferença – e para a Andretti buscar respostas para seu dilema.