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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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Volkswagen: 20 mil aderem a demissão voluntária na Alemanha

Em crise, automobilística planeja cortar 35 mil postos até 2030 – o equivalente a quase 27% de toda a sua força de trabalho no país. Matriz alemã sofre com altos custos e baixa demanda por veículos elétricos

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Por Motor em Ação
Volkswagen: 20 mil aderem a demissão voluntária na Alemanha
Sina Schuldt/dpa/picture alliance
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A diretoria da Volkswagen na Alemanha anunciou nesta quarta-feira (03/06) a adesão de cerca de 20 mil funcionários a um programa de demissão voluntária até 2030. Com isso, a maior automobilística da Europa está mais próxima de cumprir a meta de eliminar 35 mil postos de trabalho no país – hoje, a matriz alemã emprega 130 mil.

Após longas negociações, a VW chegou a um acordo com sindicalistas para melhorar o caixa. Os cortes serão viabilizados principalmente mediante acordos de aposentadoria precoce e programas de demissão voluntária, inclusive para funcionários jovens. A empresa também está oferecendo a redução da jornada semanal a funcionários próximos da aposentadoria.

"As primeiras medidas do acordo 'Futuro Volkswagen' estão em vigor, e nós estamos no rumo certo", disse Gunnar Kilian, chefe do departamento de pessoal. "Com avanços mensuráveis nos custos de fábrica em Wolfsburg e com a redução de pessoal de forma socialmente responsável apenas nas seis unidades da Volkswagen na Alemanha, estamos acelerando nossa transformação."

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A Volkswagen, que também é dona das marcas Audi, Skoda e Porsche, provocou uma comoção na Alemanha quando anunciou, no ano passado, que estava cogitando fechar fábricas no país – algo inédito na história da gigante automobilística.

A medida foi descartada após meses de difíceis negociações com sindicalistas, culminando nos acordos de demissão voluntária.

Problemas financeiros

Apesar do anúncio desta quarta-feira, o diretor financeiro da marca, David Powels, ressaltou que a meta de economia ainda não foi atingida. O objetivo é tornar a empresa competitiva e sustentável até 2029, reduzindo a ociosidade das fábricas e aumentando a margem de lucro da VW, que tem baixa rentabilidade.

Segundo Powels, a VW investe demais e lucra pouco com seus carros elétricos. "Nossa chance agora é corrigir juntos esse desequilíbrio e voltar a operar de forma lucrativa."

A VW alemã sofre há anos com altos custos e capacidade ociosa em suas fábricas. Especialmente as unidades dedicadas exclusivamente aos carros elétricos, como Zwickau e Emden, registraram baixa demanda e tiveram que reduzir a produção.

Além disso, as vendas e os lucros da VW estão caindo na China – mercado mais importante do grupo –, já que concorrentes locais como a BYD estão ganhando espaço.

Por outro lado, na fábrica principal de Wolfsburg, onde atualmente são produzidos apenas veículos a combustão como o Golf e o Tiguan, a VW teve recentemente que implementar turnos extras. Isso porque, ao contrário dos carros elétricos, os modelos a combustão estão com boas vendas no momento.

Mas isso não deve durar, segundo a presidente do conselho de trabalhadores, Daniela Cavallo. Em relatório interno ao qual a agência de notícias dpa teve acesso, ela afirma que as vendas do Golf vão cair. "A tendência é de queda irreversível."

A produção global do modelo caiu de um milhão de unidades em 2015 para pouco mais de 300 mil em 2024, segundo esse mesmo relatório. Para 2025, a previsão era de 250 mil unidades.

Cavallo também alertou para problemas de capacidade produtiva a partir de 2027. A produção do Golf será transferida para o México, e Wolfsburg passará a fabricar uma versão elétrica do modelo. "A partir de 2027, uma semana de trabalho de quatro dias aqui não é um cenário improvável", afirmou ela, de acordo com participantes da reunião.

Cavallo aconselhou seus colegas na Volkswagen a assumirem turnos extras nas fábricas a fim de compensar futuras perdas salariais em caso de redução de jornada. "Temos que fazer economias agora para podermos recorrer a elas mais tarde."

FONTE/CRÉDITOS: DW Brasil
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