Morreu neste sábado (24/01/2026) Constantino de Oliveira Júnior, fundador da Gol Linhas Aéreas Inteligentes e presidente do Conselho de Administração da companhia. Ele tinha 57 anos e lutava há anos contra um câncer, segundo comunicado da empresa e informações oficiais divulgadas pela imprensa.
Constantino Júnior ficou conhecido no Brasil por sua trajetória no setor aéreo. Fundou a Gol em 2001, liderando a implantação do modelo de “baixo custo, baixa tarifa” que revolucionou o transporte aéreo no país. Foi diretor-presidente (CEO) da Gol de 2001 a 2012 e, após deixar a gestão executiva, presidiu o Conselho de Administração, cargo que ocupava até sua morte.
Trajetória no Automobilismo
Além de sua carreira no mundo corporativo, Constantino Júnior também teve atuação no automobilismo:
Ele competiu como piloto de carros de corrida, especialmente nas categorias de turismo.
Foi piloto na Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, onde conquistou título de campeão em 2011 e foi vice-campeão em 2008 na mesma série.
Também participou de categorias como a Stock Car, competição de maior prestígio do automobilismo brasileiro, embora os registros públicos amplamente disponíveis não detalhem o número exato de corridas disputadas ou vitórias nessa categoria específica.
Bicampeão da Carrera Cup, Constantino disputou mais de 120 corridas na categoria, com 39 vitórias. Foi um competidor exemplar dentro das pistas e uma refrência de cordialidade e espírito esportivo fora delas.
Sua incursão nas pistas, mesmo sendo secundária à sua carreira empresarial, demonstrou uma paixão pelo esporte: ele se destacou em competições de alto nível nacional e era respeitado entre os pilotos pelo desempenho na Porsche Cup.
Legado e Repercussão
A Gol expressou profundo pesar pela morte de seu fundador, ressaltando o legado de visão estratégica, liderança e simplicidade humana deixado por Júnior. Em nota, a empresa afirmou que os princípios estabelecidos por ele continuam influenciando a cultura e o crescimento da companhia.
Autoridades e líderes do setor aéreo também lamentaram a perda, destacando seu papel no fortalecimento da aviação brasileira e na ampliação das conexões domésticas e internacionais.
O velório e cerimônia de despedida devem ficar restritos a familiares e amigos, conforme informou a própria Gol, sem divulgação de datas e horários ao público até o momento.
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