Aos 50 anos, o piloto francês está pronto para defender a Dacia, estreante no rali-raid, ao lado do navegador Fabian Lurquin. Mesmo após resultados promissores na fase preparatória, a confiabilidade do carro ainda é uma preocupação.
Após somar 28 vitórias em especiais na competição, Loeb agora pilota o Dacia Sandrider, modelo desenvolvido pela marca do grupo Renault em parceria com a Prodrive. No Rali do Marrocos, a equipe surpreendeu ao conquistar o segundo lugar, atrás apenas de Nasser Al-Attiyah, companheiro de equipe de Loeb.
“Esperávamos ser competitivos, mas não sabíamos o nível da competição. Ficamos felizes com a performance do carro. Guiamos com potência total e vimos que o ritmo era promissor”, destacou Loeb. Apesar da satisfação com o desempenho, o piloto francês demonstrou preocupação com os testes sob calor intenso.
“Tivemos alguns problemas durante as sessões de teste em condições extremas. O carro estava no limite em relação ao motor e a outras partes. No entanto, estamos confiantes de que a equipe trabalhou para solucionar esses pontos antes do Dakar”, explicou o veterano, que reforçou a qualidade do trabalho da Dacia e da Prodrive na preparação do Sandrider.
O veículo, que atende às especificações da categoria Ultimate T1+, apresenta um motor V6 biturbo de 3.0 litros e foi projetado para suportar as duras condições do deserto saudita. Inspirado no conceito SUV Dacia Manifesto, o Sandrider aposta em um design robusto e minimalista.
Além de Loeb, a equipe Dacia conta com Cristina Gutiérrez, destaque na categoria Challenger, e o próprio Nasser Al-Attiyah, conhecido por sua regularidade e experiência. Para Gutiérrez, consistência será o segredo para o sucesso na competição: “Mais do que velocidade, será uma questão de resistir às adversidades, algo que pode jogar a nosso favor”.
O Rali Dakar 2025, que acontecerá de 3 a 17 de janeiro na Arábia Saudita, promete uma das edições mais competitivas da história. Entre os destaques, está a estreia da Ford na competição, com Carlos Sainz e Nani Roma a bordo do novo Raptor T1+. Por outro lado, a ausência de Stéphane Peterhansel, o “Senhor Dakar”, será sentida pelos fãs.
Loeb, que segue focado na preparação física e mental, acredita que a equipe está pronta para enfrentar os desafios. “A preparação foi sólida. Depois do Rali do Marrocos, concentrei-me em mim mesmo, enquanto o carro passou por uma renovação completa. Tenho confiança de que estamos prontos para encarar a competição”, afirmou.
Com um histórico de altos e baixos no Dakar, Loeb espera transformar as adversidades em motivação para conquistar sua primeira vitória na competição mais dura do off-road mundial. A aliança com a Dacia pode ser o ingrediente que faltava para o francês escrever um novo capítulo em sua brilhante carreira.
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