A temporada 2025 da Fórmula 1 tem sido um teste de paciência para Lewis Hamilton na Ferrari. Enquanto Charles Leclerc mostra consistência, o heptacampeão enfrenta altos e baixos, com destaque para a larga diferença na Arábia Saudita (30s atrás do companheiro). Mas, em Miami, apesar do resultado modesto (8º lugar, uma posição atrás de Leclerc), a equipe vê progresso.
Frédéric Vasseur, chefe da escuderia italiana, saiu em defesa do britânico e apontou o verdadeiro "vilão": a sensibilidade extrema dos pneus Pirelli. Segundo ele, a McLaren é quem melhor domina essa variável atualmente, mas basta uma mínima variação para comprometer toda a performance.
"Não acho que Lewis tenha feito algo muito diferente em Miami. O ritmo dele foi bom, mas os pneus são um quebra-cabeça. Se você sai da janela ideal, mesmo que pouco, a corrida vira um desafio", explicou Vasseur.
Margens Minúsculas, Consequências Enormes
O francês destacou que as diferenças na F1 2025 são tão pequenas que um erro único pode definir um fim de semana. Citou o exemplo de Hamilton no Bahrein: uma violação de limites de pista no Q3 o colocou na 10ª posição no grid, distanciando-o de Leclerc. Situação semelhante ocorreu com Lando Norris, que perdeu meio segundo após um erro no setor 1.
"Se Charles larga em 4º e Lewis em 10º, a diferença parece enorme, mas não reflete o ritmo real. São detalhes", afirmou.
O Que Esperar na Europa?
A F1 retorna em 16 a 18 de maio no GP da Emília-Romanha, em Ímola, primeira etapa europeia do ano. A Ferrari espera que, com mais dados e ajustes, Hamilton encontre a sintonia com os pneus. Enquanto isso, Vasseur mantém a calma: "É uma questão de tempo e adaptação. Lewis é Lewis".
Curiosidade: A McLaren, citada como referência no manejo dos pneus, venceu em Miami com Norris. Prova de que, nesta temporada, quem domina a borracha, domina o pódio.
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