Goiânia entra na reta final de preparação para sediar uma das etapas mais relevantes do motociclismo mundial com a realização do MotoGP, entre os dias 20 e 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Às vésperas do evento, uma operação técnica de grande escala tem concentrado os esforços das equipes responsáveis pela estrutura: a descontaminação completa da pista.
Considerada essencial para garantir segurança e desempenho em competições de alta velocidade, a operação envolve a aplicação de mais de 3 mil litros de produtos desincrustantes, utilizados para remover resíduos como poeira, óleo, borracha e fuligem que podem comprometer a aderência dos pneus — fator crítico em provas onde as motos ultrapassam os 300 km/h.
A força-tarefa mobiliza mais de 40 profissionais e cinco caminhões especializados, incluindo equipamentos de varrição mecanizada e caminhões-pipa. Ao longo de mais de 100 horas de trabalho, a equipe atua nos 3.835 metros do circuito, com foco em áreas críticas como curvas e zonas de frenagem.
Segundo Rafael Gonçalves, diretor executivo da empresa responsável pela operação, o processo segue critérios técnicos rigorosos. “Qualquer resíduo pode interferir na performance e na segurança. Estamos falando de uma categoria extremamente sensível, em que detalhes fazem diferença”, afirma.
A preparação ocorre após a recente revitalização do autódromo, que passou por melhorias estruturais para atender às exigências da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), reforçando a capacidade de Goiânia em receber eventos de alto nível.
Além da dimensão esportiva, o impacto econômico do MotoGP já é relevante. Levantamento do Instituto Mauro Borges (IMB) aponta que o evento deve gerar cerca de R$ 868 milhões para a economia goiana, além da criação de aproximadamente 4 mil empregos diretos e indiretos.
Os efeitos devem ser percebidos em diversos setores, especialmente transporte, hotelaria, alimentação e bebidas, publicidade e mídia — incluindo TV e cinema. A expectativa é de alta ocupação da rede hoteleira e aumento expressivo na demanda por serviços durante os dias de evento.
“O impacto vai além da pista. Existe uma cadeia econômica inteira sendo ativada, desde a preparação técnica até o atendimento ao público e às equipes internacionais”, destaca Gonçalves.
Com ampla visibilidade internacional, o MotoGP projeta Goiânia no cenário dos grandes eventos esportivos e reforça o posicionamento da cidade como destino apto a receber competições de grande porte. A expectativa é de grande público desde os primeiros dias de atividades, incluindo treinos livres e classificatórios, consolidando o evento como um dos principais do calendário esportivo no país em 2026.
FONTE/CRÉDITOS: Media Pool Assessoria
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