Três semanas após abrir a temporada 2025 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a Copa Truck pisa fundo no ritmo e chega a Londrina, no Paraná, para a segunda etapa do campeonato. Está será a primeira das duas etapas marcadas para a chamada “Capital do Café” – a outra será a penúltima do calendário em outubro, que definirá os grandes finalistas do ano.
Se a penúltima etapa servirá para definir os finalistas, a segunda servirá para mostrar a equipes e pilotos o primeiro desenho real de como será a ordem de forças da temporada. Na primeira etapa, um grande equilíbrio entre Volkswagen, Mercedes e Iveco foi apresentado nas duas classes, com os primeiros nomes começando a despontar.
Na classe Pro, são sete pontos separando os cinco primeiros, com mais destaque aos representantes de Mercedes e Volkswagen: Roberval Andrade e André Marques, vencedores das corridas 1 e 2, nesta ordem, são os líderes da tabela, com 36 e 34 pontos. Atrás deles, empatados em 30 pontos, surgem Raphael Abbate e o tricampeão Felipe Giaffone, com Cirino sendo o melhor Iveco com 29.
Além deles, outros nomes que tiveram destaque na etapa, mas que acabaram não pontuando, também merecem destaque, como Danilo Dirani e Leandro Totti, ambos da Iveco, assim como Beto Monteiro (VW), de volta após uma cirurgia cardíaca, e Jaidson Zini (MB), que também mostraram potencial de brigar entre os primeiros.
Já a classe Elite tem um Iveco, com Diogo Moscato, liderando Pedro Perdoncini, da Mercedes Benz, por um ponto (36 a 35), com o Volkswagen de Nicolas Giaffone logo atrás, com 33. Curiosamente, Moscato foi o único dos três a não ter vencido em Campo Grande, mas já faz uso de uma das armas mais importantes em um campeonato tão competitivo: a regularidade, tendo sido segundo colocado nas duas provas que abriram a temporada.
As características de Londrina são uma pimenta a mais nesta disputa: estreito e de difícil ultrapassagem para os largos caminhões, o Autódromo Internacional Ayrton Senna costuma proporcionar corridas agitadas e com muitas confusões – principalmente na largada.
“O segredo é a classificação, com certeza. Ultrapassar é complicadíssimo e você precisa sempre ousar e arriscar no lugar certo para conseguir. E não é uma pista que proporciona a você a chance de vencer as duas corridas, então, se você quiser ganhar, vai precisar escolher uma – e essa decisão depende da sua posição de largada”, destaca Beto Monteiro, que já venceu no circuito em 2019 e 2024.
O argumento de Beto ganha mais força com as estatísticas: em todas as edições já disputadas em Londrina, o vencedor da corrida 1 sempre foi o que largou da pole; na corrida 2, a coisa é mais democrática por conta das tradicionais confusões que costumam acontece e somente em 2025 o vencedor largou da primeira posição.
“Na primeira prova é todo mundo mais comedido; já na segunda muita gente vai para o tudo ou nada. E esse tipo de corrida é essencial para quem pensa no campeonato como um todo, pois você pode construir no erro dos outros. Então, se não der para vencer, o ideal é somar a melhor combinação possível de resultados, com tanta velocidade quanto cuidado”, completa o bicampeão da Copa Truck.
Representante da casa busca vitória histórica
Os apaixonados por automobilismo do Paraná, principalmente da região norte do Estado, possuem um motivo mais que especial para lotarem as dependências do Autódromo Internacional Ayrton Senna nos dias 12 e 13 de abril.
O motivo é uma dupla nascida e criada na região: Leandro Totti e a Vannucci Racing. Tricampeão entre os caminhões, Totti vive até hoje em Ibiporã, cidade localizada na Região Metropolitana de Londrina, onde fica a sede da Vannucci Racing, atual nome da LT Team, estrutura montada por Totti que possui três caminhões – além dele, que utiliza um Iveco na classe Pro em parceria com a equipe Dakar, também representam o time o também paranaense Rodrigo Taborda e o capixaba Hugo Cibien, ambos na divisão de acesso, a Elite, com um Volvo.
Tendo o Autódromo Internacional Ayrton Senna como principal base de testes – e eles aproveitam bastante o benefício de terem uma pista no “quintal da oficina” -, o time também vem empolgado após uma atuação maiúscula na etapa de abertura de Campo Grande: Totti andou todos os treinos entre os primeiros, mas um problema de excesso de emissão de fumaça gerou uma punição que o tirou da briga pela pole e o fez largar no meio do grid – e, por causa disso, Totti foi atingido por Bia Figueiredo e acabou não convertendo a velocidade em resultado.
“Chegamos com um caminhão novo, zero quilômetro, que nasceu muito bom logo de cara e mostrou muita velocidade. Mesmo o resultado não tendo sido o esperado, não nos frustramos, pois o desempenho foi muito acima da média. Para Londrina, a animação é a melhor possível e vamos atrás de um grande sonho particular, que seria vencer em casa com a minha equipe em uma conquista 100% da região”, destaca Totti.
Esquadrão paranaense
Casa das corridas de caminhões no Brasil, o Paraná está muito bem representado na Copa Truck, campeonato que chega a Londrina no próximo fim de semana (12 e 13 de abril) para a primeira de três etapas no estado paranaense na temporada 2025.
São oito os pilotos paranaenses representando a região no grid da Copa Truck: Wellington Cirino (Francisco Beltrão), Leandro Totti (Ibiporã), Jaidson Zini (Cascavel), Debora Rodrigues (Bela Vista do Paraíso), Rodrigo Taborda (Curitiba) Pedro Perdoncini e Thaline Chicoski (ambos de Campo Mourão) são nascidos no Paraná.
Deles, Cirino, com quatro títulos, e Totti, com três, possuem status de lendas das pistas. Cirino é o que tem a conquista mais recente ,com o título de 2022, enquanto Perdoncini vêm de vitória em Campo Grande, Zini foi quinto e sexto nas provas, Totti estreou um caminhão novo disputando pole e pódio; já Taborda foi terceiro na Elite no ano passado, enquanto a veterana Débora e a estreante Thaline representam a força das mulheres ao lado de Bia Figueiredo.
“O Paraná é a casa das corridas de caminhões no Brasil. A primeira corrida aconteceu em Cascavel em 1987, e a cultura caminhoneira aqui é muito forte – não é a toa que um terço da temporada acontece no Paraná: teremos duas corridas aqui em Londrina e uma em Cascavel. O público é muito fiel e esperamos casa cheia na semana que vem. Uma coisa é certa: vamos dar um grande espetáculo”, destaca Débora, que celebra em 2025 a marca de 27 anos competindo de caminhões.
“Sou nascido aqui e nossa equipe possui sede na região, então a animação é a melhor possível e vamos atrás de um grande sonho particular, que seria vencer em casa com a minha equipe em uma conquista 100% da região”, destaca Totti, cuja equipe também possui outros dois caminhões do grid, um deles com o conterrâneo Taborda.
Além da Copa Truck, o fim de semana também contará com as corridas dos campeonatos parceiros NASCAR Brasil e Copa Hyundai HB20, configurando assim seis corridas em dois dias de evento.
Horários: está definida a programação do maior evento de velocidade do Brasil, com corridas da Copa Truck, NASCAR Brasil Series e Copa Hyundai HB20, que realiza nos dias 12 e 13 de abril a etapa de Londrina no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
A única diferença em relação ao formato tradicional do fim de semana é a já conhecida corrida no fim da tarde do sábado da NASCAR Brasil – as outras categorias seguem com suas programações padrão.
A Copa Truck disputa suas duas provas no domingo com transmissão ao vivo da Band, do SporTV e do streaming; a NASCAR Brasil corre no sábado e no domingo, sendo exibida pela RedeTV, ESPN e streaming, assim como a Copa HB20, cujas provas passam na RedeTV, no Canal UOL e no streaming.
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