A autonomia e a forma de recarga são pontos decisivos para que o consumidor confie na mobilidade elétrica. Segundo Silvio Rotilli, CEO e cofundador da Auper, ainda existem desafios importantes, desde a infraestrutura que precisa ser continuamente expandida, até a diferença significativa entre os números de autonomia que as montadoras anunciam e o que é entregue na prática. Entender esses aspectos é fundamental para avaliar a qualidade e o fit com a rotina do brasileiro ao observar as motos elétricas que estão no mercado atualmente.
1. Qual a autonomia média das motos elétricas disponíveis no Brasil?
Em teoria, os modelos disponíveis no mercado nacional oferecem entre 60 e 180 km por carga, variando conforme a quantidade de baterias, o modo de pilotagem, peso transportado e condições do trajeto.
Além disso, em plataformas como Reddit e Reclame Aqui, motoristas relatam que a autonomia real frequentemente é muito menor do que o anúncio oficial, mesmo em modelos com boa reputação. Esses relatos reforçam que os testes oficiais, que embasam os números divulgados pelas montadoras, são muitas vezes feitos apenas em laboratório (como no dinamômetro), não refletindo as condições reais do trânsito urbano com subidas, acelerações constantes, velocidade e carga extra, resultando em uma autonomia percebida bem inferior.
2. A autonomia é suficiente para viagens longas?
A autonomia ainda é um desafio para viagens de maior distância. Para ilustrar: em um trajeto de cerca de 500 km, considerado longo, como de São Paulo a Belo Horizonte, uma moto a combustão poderia exigir apenas uma parada para reabastecimento. Já uma versão elétrica, nas condições atuais do mercado, precisaria de 3 a 6 recargas para percorrer o mesmo percurso, levando em consideração que as motos elétricas no mercado brasileiro possuem entre 60 km e 180 km de autonomia, segundo os montadores.
No entanto, essa limitação não compromete o uso urbano: na cidade, onde a média diária varia entre 20 e 40 km, a autonomia é geralmente suficiente. O entrave surge em viagens de longa distância, pois, para oferecer essa capacidade, seriam necessárias muitas células de bateria a mais, o que demandaria espaço físico maior, resultando em peso elevado e comprometendo a ciclística da motocicleta.
3. Como está a infraestrutura de recarga e de swap de baterias para motos elétricas no Brasil?
A infraestrutura de recarga, apesar de estar em expansão, ainda é limitada em algumas regiões, especialmente fora dos grandes centros urbanos. Como ainda não existem modelos urbanos populares de motocicletas elétricas que sejam exclusivamente de recarga, e não de swap de baterias, atualmente essa infraestrutura depende quase totalmente do avanço do mercado de carros elétricos, com redes em crescimento de montadoras, como a BYD.
Já no caso do swap de baterias, que em tese resolveria parte do problema da autonomia, a estrutura também é insuficiente. Usuários relatam em plataformas, como Reddit e Reclame Aqui, dificuldades com empresas que oferecem aluguel de motos elétricas com troca em estações. Há queixas frequentes sobre pontos de swap fora de operação, filas de espera, ou mesmo a indisponibilidade de estações em bairros mais afastados. Para quem compra a moto elétrica, a realidade costuma ser outra: a maior parte dos proprietários depende de carregar as baterias em casa, o que limita bastante o uso para longas distâncias.
4. Existem aplicativos para localizar eletropostos e facilitar a recarga?
Sim, existem recursos de cada fornecedor utilizados para localização de eletropostos, reserva de vaga e pagamento, embora haja elogios e críticas quanto à eficácia de fornecimento de serviços de conectividade móvel entre esses postos.
5. É possível recarregar a bateria da moto elétrica em casa ou no trabalho?
Sim, tanto modelos que oferecem baterias removíveis quanto aqueles de bateria fixa permitem ao usuário recarregar em casa ou no trabalho, aumentando a praticidade e facilitando a rotina.
Sobre a Auper
A Auper, empresa brasileira especializada em tecnologia e mobilidade elétrica, quer inovar no segmento, trazendo eficiência, segurança, longevidade e qualidade. Para isso, desenvolveu por completo software e hardware que garantem segurança, total controle da moto e flexibilidade. Os componentes refletem a visão, princípios e cultura da companhia, que tem como objetivo entregar inovação tecnológica para os amantes de duas rodas. Para mais informações, acesse o site.
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